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A arte de cultivar boas oportunidades

A família Giolo cultiva uma história de carinho com a citricultura e, de olho em cada oportunidade, vem diferenciando sua atuação com a produção de mudas cítricas e mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar.

A citricultura é apaixonante! Ao longo dos últimos anos, muitos produtores saíram da atividade diante dos desafios, mas, muitos continuam batalhando e se reinventando para extrair o melhor da atividade. Assim é a família Giolo, que trabalha no cultivo de laranja e é referência na produção de mudas em Monte Azul Paulista.

Com origem em uma família de agricultores, o amor pela terra facilitou a jornada de Celso Ricardo Giolo. Desde a infância, ele aprendeu com a família que as adversidades podem ser transformadas em oportunidades, mas para o feito é preciso enfrentar de cabeça erguida os desafios.

Essa jornada começou com a vinda dos avós maternos Angela Boldorini Guessi e Augusto Guessi, que chegaram da Itália ao Brasil para trabalhar no cultivo de café. O casal de italianos teve 13 filhos. “O que nos contam é que meu avô materno trabalhava com o coronel Raul Furquim e eles foram pioneiros na plantação de laranja na região de Bebedouro, no final da década de 1950. Meu avô acompanhou o coronel em uma viagem até o Rio de Janeiro para conhecer um pouco mais sobre a cultura. Eles passaram a cultivar laranja no meio do cafezal”, conta Celso Ricardo, da terceira geração de produtores.

E assim começou a história da família Giolo com a citricultura. O enlace de Nilda Guessi com Alcides Giolo uniu as duas famílias. Desta união, nasceram os filhos Antônio Augusto, Maria Regina, Celso Ricardo e Carlos Eduardo (in memorian).

“Meu pai vivia no Sítio São João, que fica na divisa entre Bebedouro e Monte Azul Paulista, uma propriedade vizinha da Fazenda Fortaleza, onde meus avós maternos viviam e, por influência do meu avô materno, meu pai, que cultivava café, também investiu na laranja. Todos nós nascemos no sítio. Eu nasci no meio da laranja, sou apaixonado pela citricultura e, mesmo diante das dificuldades, não desisti. Sou um sobrevivente e apaixonado pelo que faço”, fala Celso Ricardo, com orgulho.

Mudança na agricultura

No final da década de 60, o Brasil vivia um momento forte na industrialização, com cidades em crescimento, aumento da população e escassez de alimentos. O governo instituiu políticas específicas para aumentar a produtividade agrícola. Era o início do processo de modernização que a agricultura experimentaria nas décadas seguintes.

Celso recorda-se com carinho da infância vivida no meio dos pomares de laranja: “Era muito bom estar no meio da natureza, gostávamos muito de montar a cavalo. Estudamos em uma escolinha na fazenda Fortaleza até a 3ª série e depois fomos estudar na cidade”, relembra o produtor, que relata um período de muito empenho e dedicação.

“O trabalho na lavoura era manual, não tínhamos acesso às tecnologias que temos hoje. Depois de muito tempo conseguimos adquirir um trator. Era uma vida simples e de muito trabalho. Conforme íamos crescendo, passamos a investir na citricultura. Com 15 anos, meu pai iniciou a produção de mudas, na época, eram produzidas no chão. Posteriormente, meu pai comprou uma propriedade, em Aparecida do Oeste, na região de Jales, onde também plantamos laranja”. 

O legado na citricultura continuou com o enlace de Celso com  Marily Moraes, em 1993. Desta união, nasceram as filhas Bárbara, Vitória e Giovana: “Bárbara, formou-se em biologia em Uberlândia, MG. Vitória se formou em agronomia em Ilha Solteira, SP e faz estágio na Citrosuco, na região de Nova Granada. Giovana está cursando o nono ano e pretende cursar agronomia também. Estou tentando passar o bastão para elas”, conta Celso, sorrindo. Ele foi o único que se manteve na citricultura, “os meus irmãos têm outros negócios”.

Novas oportunidades

A família colheu bons frutos com a citricultura, mas também atravessou adversidades, passando por uma fase implacável nos anos 2000, quando o surgimento de novas pragas e doenças fizeram com que muitos produtores migrassem para outras atividades.

E diante da dificuldade, surgiu uma nova oportunidade: “O meu pai sempre produziu mudas cítricas em viveiros a céu aberto. Em 1999, em virtude da alta incidência de doenças, surgiram rumores de que o governo iria proibir a prática de produção em viveiros que não fossem protegidos e decidimos investir na produção de mudas. Depois, em 2003, quando virou lei, nós estávamos preparados, produzindo mudas de citros em ambiente telado e já vendendo para os produtores. Nesse negócio, eu tinha uma sociedade que durou 21 anos. Já chegamos a produzir, juntos,1,5 milhão de mudas, fornecendo-as para empresas e grandes produtores”.

E mais uma vez, diante de um novo desafio surge outra oportunidade. Em 2015, a citricultura passa por outra tempestade e a família Giolo investe na produção de mudas pré-brotadas de cana-de-açúcar (MPB), em parceria com o CTC (Centro Tecnológico Canavieiro).

“Começamos o projeto piloto, para aprender a produzir. Já produzimos 12 milhões de mudas e somos parceiros licenciados para produzir mudas transgênicas. Já chegamos a ter 200 funcionários para essa produção. Não sou produtor de cana, mas temos cinco hectares destinados à produção de mudas”, conta Celso.

Na visão do produtor, a citricultura não é para amadores e o desafio é o que mais o motiva a persistir na atividade. “A citricultura é muito desafiadora. Mas, quanto mais difícil, menos produtores ficam na atividade. Isso porque na citricultura não tem como fazer mais ou menos, é preciso fazer muito bem feito”, avalia.

O Legado se expandido

O produtor Celso Giolo ama o lugar em que vive e esse amor é transmitido para a atual geração. “A maior dificuldade é motivar as filhas a investirem na agricultura, mas depois que elas conheceram é viciante. Acredito que as tecnologias existentes vão motivá-las a continuarem no campo”.

A filha Bárbara, que participava do nosso bate-papo, também fala da sua ligação com o negócio da família. “Sempre gostei de trabalhar com a terra desde pequena e faz dois anos que estamos trabalhando juntos descobrindo esse universo”, afirma.

Pensando no futuro, na longevidade da atividade e nas próximas gerações, a família investiu em novas tecnologias, na administração regular dos produtos para controle fitossanitário e nas boas práticas agrícolas. 

Formada como engenheira agrônoma, a sobrinha Cecília Fávero Giolo, está trabalhando com Celso: “Ela faz parte do projeto agricultura 4.0. Estamos implantando mudanças para tecnificar ainda mais a lavoura”, comenta Celso, com orgulho.

E os novos projetos não param por aí. Recentemente, a família investiu em uma nova propriedade em Prata, Minas Gerais, para ampliar a produção. “O projeto é todo irrigado, já dobramos a área e a ideia é que toda a fazenda seja certificada”, informa. 

Para continuar motivado a buscar excelência na agricultura, Celso vê na família seu grande apoio: “A família é a base de tudo! É importante ter para onde e quem voltar. Trabalhar com minhas filhas e ter a família por perto é minha maior alegria”.

Uniceres: o desejo de participar

A relação da família Giolo com a Uniceres começou há 12 anos. “Eu e meu sócio Henrique Fiorese sempre quisemos ser cooperados da Uniceres, mas apenas os produtores que eram convidados podiam participar. Sempre que encontrávamos amigos cooperados falávamos do nosso desejo”.

Mais uma vez, Celso Ricardo aproveitou uma oportunidade: “Encontramos o Fábio Rodas em um churrasco e pedimos diretamente para ele”, conta Celso, aos risos.

Desde então, a Uniceres faz parte da vida da família Giolo. “A cooperativa tem bons preços. Hoje, compramos na Uniceres de 80% a 90% do volume dos insumos que precisamos. O sistema cooperativista tem poder de compra e credibilidade que é muito importante”, ressalta Celso.

A história de vida da família Giolo é referência e são essas histórias que movem a cooperativa a manter seu compromisso para fomentar a agricultura e a confiança, contribuindo para longevidade das famílias no trabalho no campo. A união fortalece a Uniceres e seus cooperados. Juntos, somos fortes para sonhar e alçar longos voos! 

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